Phaethornis é um gênero de aves da subfamília Phaethornithinae da família Trochilidae.
Sua plumagem geralmente envolve verdes, marrons, cinza ou castanho-avermelhado. A maioria das espécies apresentam algum verde ou bronze iridescente no dorso, mas isso é muito menos evidente do que a de muitos outros beija-flores. A plumagem do sexo masculino e feminino são muito semelhantes, com diferenças limitados aos detalhes em sua forma, na forma da cauda e/ou a força das cores e dos padrões. Nenhuma espécie mostra o forte dimorfismo sexual, geralmente associado com beija-flores.
A maioria das espécie são restritas à borda de floresta, mas algumas espécies (por exemplo, P. pretrei), também ocorrem em habitats mais abertos.
Muitas espécies formam leks e congregam-se em razão da exibição tradicional, onde as fêmeas visitam ao escolher um companheiro. No entanto, os indivíduos do sexo masculino geralmente são menos agressivos do que outros beija-flores, apesar que ambos os sexos, irão defender um território de alimentação. A maioria está associada com helicônias, mas utilizam outras fontes de néctar de flores como Centropogon, Passiflora, Costus, etc. Em menor grau, irão capturar pequenos artrópodes.
O rabo-branco-de-garganta-escura mede 10 cm de comprimento. Apresenta infracaudais ferrugíneas e bordadas de branco.
Ocorre na mata ribeirinha e em ilhas fluviais do baixo Tapajós com predominância de embaúbas e helicônias, e no Arquipélago de Anavilhanas, no baixo Rio Negro.
Presente no Pará, Amapá e Amazonas em localidades distantes entre si. Também ocorre nas Guianas e Venezuela.
O rabo-branco-de-bico-reto mede 13 cm de comprimento. Distingue-se de seus congêneres pelo tom mais claro da plumagem geral do corpo e pelo bico muito longo e retilíneo (daí o nome popular), característica incomum ao gênero Phaetornis.
Ocorre principalmente ao norte dos rios Amazonas e Solimões em matas de terra firme, mas com uma população isolada (Phaetornis bourcieri major, Hinkelmann, 1989, apud Sick, 2001) no Baixo Tapajós.
No Brasil ocorre no norte do Pará, Amapá, Roraima e norte do Amazonas. Também ocorre em todos os demais países amazônicos, com exceção da Bolívia.
O rabo-branco-de-garganta-rajada mede 16 cm de comprimento. Pode ser sintópico com o rabo-branco-pequeno(Phaethornis squalidus), do qual difere pelo porte muito maior, e com o rabo-branco-acanelado(Phaethornis pretrei), da qual difere pelo colorido geral da plumagem e pelo bico de mandíbula amarela e não vermelha.
Parece que “trafega” por picadas e estradas abertas no interior das florestas densas onde vive, assustando observadores com sua aparição súbita, frequentemente desviando-se no último instante. A fragmentação das florestas onde vive, e a criação de pequenas áreas verdes de caráter meramente figurativo põem em risco o futuro desta e de outras espécies em áreas de grande interesse em empreendimentos imobiliários, alertando sobre a falsa idéia de preservação desses “bons empreendimentos imobiliários”.
Ocorre do sul da Bahia à Santa Catarina, além de Paraguai e Argentina.
Não há registro dessa espécie no site
O rabo-branco-de-garganta-cinza mede 9 centímetros. Semelhante ao rabo-branco-rubro(Phaethornis ruber), tanto o macho quanto a fêmea apresentam as retrizes tingidas de preto e o bico em tons pálidos.
Ocorre em regiões serranas na fronteira com a Venezuela e o extremo norte do estado do Amazonas, nas cabeceiras do Padauiri e, adjacentes ao Pico da Neblina na Serra do Tapirapecó.
O rabo-branco-cinza mede 14 centímetros. Distingue-se de outras espécies do gênero Phaethornis por apresentar o tom mais claro da plumagem geral do corpo, em tons de cinzas esverdeados e não ocráceos.
Vive em bordas de florestas úmidas, cerrados, áreas semi-abertas, capões e capoeiras.
Ocorre na Amazônia.
O rabo-branco-mirim mede 9 centímetros.
Endemismo ameaçado da Mata Atlântica. Está restrito às florestas úmidas das baixadas litorâneas, matas de tabuleiro e à hiléia baiana, do norte do Rio de Janeiro até o sul da Bahia.
O besourão-de-bico-grande mede 16,5 centímetros. A maior espécie do gênero, de bico curvo enorme com a base da mandíbula rosa ou vermelha. Sintópica com o rabo-branco-de-bigodes(Phaethornis superciliosus), da qual difere pelo bico e porte ainda maiores e pelos tons mais escuros da cabeça.
Ocorre das Guianas ao Amapá.
O rabo-branco-do-maranhão é uma espécie recentemente separada do besourão-de-sobre-amarelo(Phaethornis nattereri).
Não há registro dessa espécie no site
O rabo-branco-de-margarette é uma espécie “grande”, com retrizes (penas da cauda) centrais longas e pontas brancas. Padrões faciais marcantes, vermelho ou laranja no bico. Lado ventral cinza e listras claras da cabeça ocre-pálido. Dimorfismo sexual quase indiferenciado.
Comprimento: 165 a 170 mm - Asa: 63 - Bico: 37-39 - Cauda: 65.
O banho é tomado em água límpida, no córrego, em local da mata freqüentado pela manhã até 08:00 e pela tarde até 17:00, todos os dias no mesmo local. Antes de mergulhar na água, sobrevoa o local espelhando-se e explorando o melhor ponto para lançar-se e subitamente emergir, voltando para o mesmo mergulho e em seguida ir pousar num ramo próximo ao local para logo em seguida sacudir as asas e a cauda. Repetem esse processo várias vezes, voltando para o mesmo local do pouso anterior, onde vão então fazer a completa higiene de toda a plumagem, sacudindo as asas e a cauda, passando o bico e completando o embricamento perfeito das penas com ele. Para o canto, escolhe um ramo de 2 a 3 metros do solo, em local abrigado da mata, onde o sol filtrado o atinge e intercala-o com uma parada para o espreguiçar a alçar vôo para tomar alimento.
É uma espécie endêmica do Brasil. É encontrada na Amazônia florestal, perto de Conceição da Barra, no Espírito Santo e no Sul da Bahia.
O rabo-branco-acanelado é uma das maiores espécies de beija-flores brasileiras, destaca-se por ter a cauda longa e cada pena da mesma terminando em uma ponta branca, contrastando com o centro negro. O bico é comprido e levemente curvado para baixo, mandíbula vermelha. Máscara negra até depois dos olhos, bordejada acima e abaixo por uma faixa clara, em contraste com o peito e barriga canelas. As costas são esverdeadas, com a área próxima à cauda canela.
Vive no interior da mata ciliar e do cerradão, às vezes na mata seca. Atravessa a parte baixa das matas em vôos muito rápidos, no meio da vegetação fechada, emitindo um chamado agudo e curto nesses deslocamentos. Visita as flores do sub bosque e da copa, sempre na área sombreada. Voa em locais abertos, mas pousa abrigado nas sombras.
Para apanhar as teias de aranha, percorre os lugares com maior possibilidade de encontro, inclusive beirais e interior de casas. Como outros beija-flores, costuma verificar teias de aranha para apanhar insetos presos nelas. Desses hábitos nasceu o seu nome comum de limpa-casa.
Ocorre em todas as regiões brasileiras e na maioria dos estados.
O rabo-branco-rubro mede cerca de 8,6 cm de comprimento e pesa de 1,8 a 2,2 g. O macho apresenta as partes inferiores ferrugíneas com uma estreita faixa preta à altura do peito e a fêmea é de coloração mais pálida e não possui a faixa preta.
Voa baixo, com um zumbido agudo, semelhante ao de uma grande abelha. Habita o sub-bosque de florestas altas, no interior e nas bordas, capoeiras e áreas arbustivas.
Da Amazônia para o sul até São Paulo. Encontrado também das Guianas e Venezuela à Bolívia.
O rabo-branco-pequeno mede 12 centímetros. Os machos cantam empoleirados em seus territórios entre setembro e outubro e realizam displays sobre galhos horizontais rentes à serrapilheira que recobre o solo, em arenas comunitárias, frequentemente em meio a soqueiras densas de taquaras. Ao cantar, exibe a mandíbula amarelo-limão e balança a cauda cuneiforme para cima e para baixo. Assim que se aproxima uma fêmea ou possivelmente um rival, o macho adeja sobre o poleiro em que cantava, escancarando largamente o bico e exibindo o tom amarelo claro da goela; então agita a cauda aberta em leque, “em um vai e vem sucessivo”.
Habita matas úmidas da Serra do Mar até 1200m de altitude. É endêmico do Sudeste e Sul.
Não há registro dessa espécie no site
O rabo-branco-de-bigodes mede cerca de 15,5 cm de comprimento.
Comum no sub-bosque de florestas altas e principalmente de capoeiras, tanto no interior como nas bordas. Vive solitário, sendo freqüentemente observado em vôo rápido, a cerca de 2 m de altura. Às vezes pára bruscamente para observar algo que lhe chame a atenção, continuando seu caminho logo a seguir.
Presente na Amazônia brasileira e do México à Bolívia.